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Colunista | Gilmara Caliman

Agora virei mãe!

Gilmara Caliman é mãe, dona de casa, esposa, empreendedora e, mãe que apoia mães.

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Querida mulher, amiga, mãe, caminhoneira da carga materna, seja bem-vinda a esse mundo maternal, o qual normalmente é ocultado de nós mulheres. Todo o caminho da sua casa até a maternidade, depois da maternidade, de volta para sua casa, ninguém te conta.

Então…senta aqui comigo e bora tomar um café de amigas-mães.

A minha história começa quando era uma mulher empreendedora, trabalhando desde os 15 anos e livre. Fazia tudo que queria, na hora que bem entendia e gastava o que ganhava. Andava maquiada e bem arrumada. Me casei e tudo fluía normalmente…até que, suspendemos o método contraceptivo.

Aí começou o medo e a cobrança, por que eu não engravidava. Um ano se passou e a angustia tomava conta. Até que descobrimos a gestação e tudo estava lindo. Eu no auge dos meus 36 anos, gravida, linda, maravilhosa, sem nenhum enjoo, tudo ia SUPER bem.  

Até o dia que a cria começou a dar sinais que iria nascer. Ali tudo caiu por terra. Toda beleza da gestação. Isso ninguém tinha me contado. Minha mãe vinha de duas cesárias, então não sabia como me apoiar. Senti as dores do parto, sim dói, é dor do amor à vida, mas dói, é Deus ali, parece até que senti a presença física do Altíssimo, mas dói.

Passado o parto veio a amamentação, a pega incorreta que ninguém me contou, a criança chorando de fome, a mãe chorando com o choro da criança e, por aí foi.

Chegamos em casa, pós hospital, e ali a ficha caiu. Sozinha, sem os amigos, sem o trabalho. É como se tivessem arrancado de nós a mulher e empresária e enfiado num papel de mãe. Outra coisa que ninguém me contou, é que existem os hormônios que nos deixam apavoradas. Tem o tal do baby blues, a depressão e o puerpério (falaremos sobre eles noutra ocasião).

Eu sofri com o puerpério e os três primeiros meses, conhecido como exterogestação, ou seja, a criança ainda não entendeu que ela saiu “para fora” e por isso chora muito, dorme pouco, come e faz cocô!

Daí, em um certo dia de muito choro meu e da cria, a minha mãe perguntou:

Suas amigas que tem filho não te falaram sobre tudo isso?”

E eu aos prantos:

Não mãe, ninguém me contou

Como sair dessa?! Conversando muito com Deus tive um sopro no ouvido:

“Eu te contratei para esse trabalho, espero que você faça o melhor, assim como você sempre fez nos seus empregos anteriores”

Ali, eu me reergui e assumi o papel de mãe. Tomei as rédeas da minha vida materna e comecei a estudar sobre o assunto.  

Após um ano e meio, prestes a retornar ao mercado de trabalho, Deus me envia outra gestação. Ahhhhhhh meu Deus, mas agora?! Logo agoooooooooora?! Bati o pé igual menino fazendo birra no meio da rua.

Querida leitora, pode voltar aos seus afazeres, por que o menino começou a chorar aqui e eu tenho que ir. A história da 2ª gestação eu te conto na próxima semana.

Foto: Marcus Lopes

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