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Colunista | Maria Marcelino

Comportamento Social: Decidindo o destino alheio!

Maria Marcelino é Analista de Perfil Comportamental, Educadora, Consultora em PNL e Coaching Professional & Life. Mestranda em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional (UNB)

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Eu e você, cada um de nós já foi julgado ou julgou o outro em algum momento da vida, aquele ímpeto de ser juiz do outro baseado na sua própria verdade ou de acordo com o ressentimento, vingança que carrega em si o objetivo de difamar a imagem alheia.

Em tempos atuais, a rede social, possibilitou ainda mais esse ato do “julgar”. Reconheçamos a nossa fraqueza em ficar olhando a vida alheia e fazendo o nosso julgamento interno e em sua maioria externo, compartilhando o parecer com outras pessoas. Já refletiu sobre isso?  O fato de expressar o seu “achar” sobre alguém pode se tornar verdade para quem o ouve?  E o pior, o mesmo pode ocorrer conosco.

Se pararmos para refletir, talvez perceberemos este espírito em nós mesmos, ao nos sentirmos invejosos, chateados com a “grama verde” do vizinho ou chateados por que não atingimos o resultado esperado em nossa própria vida. É mais fácil julgar o outro, presumindo motivos cruéis em suas ações para justificar nossos próprios ressentimentos.

Aprendi com a Programação Neurolínguistica (PNL), que todas as vezes que temos o comportamento de proferir uma crítica, é claro que as palavras soam totalmente adequadas e isso acontece porque se aplica aos outros. O que ocorre neste sistema da neurolinguística é que vemos no outro o que temos em nós. Alerta!

 Observe o que você está vendo no outro, é algo bom ou algo ruim? Estou sempre criticando as pessoas? Visito os stories e feeds alheios para printar e enviar aos meus amigos do Whatsapp? No intuito de ridicularizar a pessoa criticada?

Caro leitor, se sua resposta foi sim, sinto muito! Você precisa urgentemente buscar compreender este comportamento pejorativo que não te leva a lugar algum. Todas as vezes que olhamos apenas para fora, apenas para o outro e apontamos, em muitos casos é devido a desconexão com a nossa própria vida.

Tenho notado com frequência este tipo de comportamento entre profissionais que se consideram referência em sua área de atuação. Em sua escala de arrogância e soberba nivela e rotula outras pessoas, faz acepção, aponta o dedo e insanamente seleciona quem merece ou não alcançar o sucesso e felicidade. Mede e separa com sua régua sem marcação, os que são da “pipoca” daqueles que são do “camarote”. Cuidado! O mesmo poderá ser feito com você.

Lembro-me de um professor da graduação, que em determinando momento, percebeu que minha turma precisava de um “puxão de orelha”, nos disse: antes de qualquer coisa, para ser um profissional de valor e ter sucesso em seus projetos sejam estes quais forem, preocupem-se em SER uma boa pessoa para depois TER o que desejarem para a vida. Para ser um bom profissional você precisa ser uma boa pessoa. Jamais esqueci essa frase e trago esse ensinamento para a vida.

O meu convite é que possamos refletir mais sobre nossos comportamentos sociais. Percebendo quais são os resultados com nossas ações no dia a dia. Devemos reconhecer que somos imperfeitos e que no momento que julgamos os outros, condenamos a nós próprios.

Em tempos difíceis, os quais estamos a viver, convido a você a refletir sobre este texto. Recebo tantas pessoas procurando a fórmula para ter sucesso na vida diariamente, ter dinheiro, casa, carro e apartamento, mas não fazem o básico para isso.

Lembremos então, de um homem que passou por aqui há dois mil anos atrás, e em seu evangelho deixou para todos nós a fórmula da vida leve e próspera, “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. JESUS nos deixou o ensinamento da compaixão e do acolhimento, talvez, possamos fazer o mesmo com as pessoas a nossa volta. Não somos obrigados a abrir espaços para as pessoas que nos depreciam e que fazem interpretações equivocadas sobre nós, mas temos o dever de promover o respeito, ainda que haja divergência de práticas e opiniões.

Por fim, compartilho aqui o que aprendi em uma de minhas buscas pelo autoconhecimento, encontrei a física quântica (Ressonância Harmônica), o que concluí até o momento é que parte do propósito da nossa existência mortal é aprender a nos livrar de tais sentimentos e ações e ter um coração repleto de gratidão e amor ao próximo, somente neste movimento que iremos parar de decidir o destino alheio.

Estudar, trabalhar e ajudar ao próximo!

Até logo

Foto: divulgação cardosoadv

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