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Mulheres que inspiram

De catadora de latinha à professora referência em educação especial na sua cidade

No mês em que comemoramos o Dia do Professor conheça a trajetória de superação de Veruska de Paula Souza, para se tornar professora

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Veruska de Paula Souza, 45 anos, é a filha do meio de três irmãs. De família muito humilde, e com pouquíssimas condições de estudar, ela, ainda criança, juntou latas para vender no ferro velho e comprar material escolar. Só assim teria condições de frequentar a escola. Após 27 anos de carreira no magistério, 16 deles na educação especial, Veruska, relembra sua trajetória para se tornar professora.

Sem condições financeiras para estudar Veruska catou latinhas para vender no ferro velho e comprar material escolar

O tempo passou e aos 12 anos Veruska começou a trabalhar. Primeiro em uma fábrica de laços, o que permitiu comprar o primeiro veículo zero quilômetro da família, uma bicicleta. Em seguida, após concluir o magistério, foi trabalhar em uma creche que atendia crianças carentes. Apesar dos desafios e do pouco que recebia, ela sonhava com curso superior. Queria fazer pedagogia.

“Para mim é um orgulho ser professora. Eu tenho a maior honra de dizer que eu sou professora. Com meu trabalho, com minha atuação, eu ajudo muitas pessoas. Eu sou muito abençoada”.

Veruska foi a primeira pessoa da família, tanto materna, quanto paterna, que fez graduação.

Referência em educação especial

Depois de graduada Veruska fez várias pós-graduações, especializações e cursos, até se deparar com a educação especial. Veruska foi trabalhar em um centro de referência da rede municipal de educação, atendendo alunos com deficiências.

Referência em educação especial, atualmente, além de lecionar, Veruska também atua na formação de professores e pedagogo, orientando para um melhor atendimento dos alunos em suas necessidades individuais, e palestrando, sempre falando da importância da inclusão educacional.

Nessa caminhada tenho orientado centenas de professores e pedagogos sobre como fazer na prática a inclusão acontecer de maneira mais eficiente e assertiva. Percebi que posso ajudar mais professores que estão se sentindo perdidos quando recebem alunos especiais na sala de aula, então decidi palestrar pelo Brasil para ajudar nesse trabalho tão especial“.

Foto: Tatiane Leal

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