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Veja histórias de sucesso de mulheres que não pararam na pandemia, pelo contrário, investiram em seus projetos e têm visto suas marcas deslancharem.

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A pandemia é um marco para a história. Além da saúde, principal área afetada, a economia também foi gravemente impactada. Pessoas perderam seus empregos, outras tiveram que adiar, mudar, ou até mesmo abandonar seus planos.

Nesse contexto as mulheres empreendedoras foram as que mais sofreram com os impactos econômicos da Covid-19 no Brasil, segundo a pesquisa ‘WomenNomics: O impacto da Covid-19 em 10 mil mulheres e 10 mil pequenos negócios’, feita pelo Goldman Sachs.

A receita das empresas lideradas por mulheres teve queda de 66%, e os principais motivos foram a jornada dupla de trabalho e as tarefas domésticas, bem como níveis mais baixos de adaptação às ferramentas digitais para aumentar o potencial de seus negócios. 

Mas, nem tudo são espinhos. Muitas mulheres encontraram flores em meio aos desafios impostos pela pandemia. Esse foi o caso da Luana Fregona, 36 anos. Recém-formada em arquitetura, a até então advogada, com uma carreira estabilizada na área do direito, deu início ao processo de transição de carreira e inaugurou seu escritório poucos dias antes do início da pandemia.

Planejar e aperfeiçoar foram palavras de ordem adotadas por Luana para fazer o melhor que podia diante do improvável.

Planejar e aperfeiçoar foram palavras de ordem adotadas por Luana para fazer o melhor que podia diante do improvável.

De um pequeno showroom para loja física em meio a pandemia

Quem passa em frente à loja de produtos importados da jovem empreendedora Laiani Ahnert, 29 anos, não imagina que em março de 2020, quando tudo parou por causa da pandemia, ela, em paralelo a carreira de advogada, estava iniciando um empreendimento.

O tempo que separa o início da venda de perfumes e maquiagens importados, pelas redes sociais, até a abertura da loja física e a contratação de quatro funcionários, é de pouco mais de um ano. Além de tomar decisões rápidas ela usou todos os recursos de que dispunha.  

Além de tomar decisões rápidas Laiani Ahnert usou todos os recursos de que dispunha.  

Sonho quase interrompido

Leny Ruy, 43 anos, é outro exemplo de perseverança em meio a pandemia. Desde 2016 trabalhando com serviços de beleza dentro de casa, em 2020 ela decidiu tirar um sonho do papel: abrir um espaço totalmente dedicado ao atendimento de suas clientes.

Leny alugou o ponto, fez os ajustes necessários para começar a atender e veio a pandemia. “Quando consegui arrumar minimamente o meu espaço para começar a atender, é como se estivesse vivendo um pesadelo. Deitei para dormir e no outro dia quando acordei, já acordei com a notícia que o comércio teria que fechar, que ninguém podia trabalhar por causa da pandemia”.

Leny ruy pensou em desistir

Um ano depois Leny conta que o fluxo de clientes aumentou a ponto de conseguir manter todas as despesas, fazer reformas e implementar serviços que queria agregar desde o início, mas não foi possível devido a pandemia.

Coragem para decidir iniciar um novo negócio em meio a pandemia

A designer de produtos Flávia Galon, 44 anos, recebeu o convite de um amigo para fazer parte de um projeto em meio a pandemia. Casada, mãe de dois filhos pequenos, e precisando trabalhar em home office, o momento era, como ela mesmo diz, “insano”.

A Designer de Produtos Flávia Galon conta que sentiu medo, mas seguiu em frente assim mesmo

O negócio proposto pelo amigo, em parceria com mais dois outros sócios, era a abertura uma loja virtual, que com o passar do tempo decidiram que seria venda de móveis. O e-commerce foi inaugurado há pouco mais de dois meses e o faturamento está 20% acima do esperado, mesmo comercializando produtos de apenas dois fabricantes.

Com 17 anos de experiência na área moveleira Flávia conta que, mesmo com as vendas online aquecidas, teve medo, porém, viu uma oportunidade de aprender e topou o desafio.

“Lógico que tive medo. Era um momento de muita insegurança. Mesmo com as vendas online aquecidas, ninguém sabia ao certo o que iria acontecer e tudo podia mudar a qualquer momento. A gente precisa aprender a vencer o medo e ir em frente, e foi o que fiz. Só assim crescemos e evoluímos”.

Elas representam mais de 30% do empresariado capixaba

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD – Contínua), as mulheres empreendedoras formais, informais e produtoras rurais representam 34,6% do empresariado capixaba, independente do porte.

Apenas no primeiro trimestre deste ano, 209.974 mil mulheres apostaram no empreendedorismo, representando 35,3% dos empreendedores neste período. O número é superior ao do primeiro trimestre de 2020, quando 200.543 mil mulheres decidiram empreender (34,8%).

Ainda referente ao período de janeiro a março de 2021, as mulheres negras são maioria: 55,5% das empreendedoras, as brancas 43,6% e outras raças são 0,9%.

Foto: Elayne França / Arquivo Pessoal

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