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Sucesso e Negócios

Irmãs Amazonas: sucesso na web e na qualidade do leite

Natieli e Valeska Sperandio tocam a produção em Córrego Olho d’Água, distrito de Baunilha, em Colatina

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Empoderamento feminino, sucessão familiar e orgulho de pertencer ao agro, como sugerem divertidas publicações nas redes sociais. Tudo isso no mesmo pacote, ou melhor, num balde cheio de leite. Conhecidas como “Irmãs Amazonas”, Natieli (34) e Valeska Sperandio (30), além de inspirarem outros jovens e mulheres, mantêm foco na qualidade da produção em Córrego Olho d’Água, distrito de Baunilha, em Colatina, noroeste capixaba.

As irmãs estão na pecuária leiteira desde que o pai morreu, há 16 anos. Ele se dedicava tanto ao curral quanto à cafeicultura, mas ao decidirem “arregaçar as mangas”, as herdeiras acabaram optando pelo leite e deixaram as lavouras de lado porque exigiam muita mão de obra. “A pecuária vem desde nosso avô, também já falecido, e tinha produção pequena”, lembra Valeska.

Mesmo desacreditadas ao assumirem a fazenda “As Amazonas”, Natieli e Valeska não se deixaram abater e enfrentaram o preconceito por serem jovens e mulheres. “No início falavam que não iríamos conseguir, que venderíamos tudo porque não daríamos conta. Somos apaixonadas pelo que fazemos e hoje temos poder de negociação e conquistamos respeito”, diz Natieli.

A rotina das irmãs começa às 4h30 e termina só no fim da tarde. Até 2017, a ordenha ainda era manual. “Nós tirávamos cento e oitenta litros na mão. Tinha época que havia vaqueiro, em outras não, então tivemos que encarar sozinhas e começou a ficar puxado”, completa Natieli. A dupla sondou com vizinhos a melhor opção para a realidade da fazenda e investiu em ordenhadeira mecânica para aumentar a produção.

As Irmãs Amazonas participam dos programas “Mais Leite” e “Leite Certo”, da Cooperativa Agropecuária Centro Serrana (Coopeavi) e recebem assistência técnica do mesmo veterinário desde 2011. Atualmente, são 25 vacas da raça Girolando em lactação, produzindo 330 litros por dia no inverno. No verão, a produção chega a 500 litros por dia.

A média fica em torno de 13 litros por vaca na época mais seca do ano, porém as pecuaristas já alcançaram produtividade de 18 litros por vaca. “A adaptação não foi difícil. É muito mais fácil lavar a ordenhadeira mecânica que o balde ao pé. O gado se adaptou rápido e, aos poucos, deu tudo certo”, afirma Valeska.

por Redação Conexão Safra

Fotos: Cláudio Costa/Divulgação

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