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Colunista | Sirleide Stinguel

Mulher também brocha

Sirleide Stinguel, é sexóloga, pós graduada em terapia sexual na saúde e educação. Palestrante e professora de artes sensuais

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Já aconteceu com você de na hora H perder todo o interesse? Como se desligasse na tomada, a excitação desparecer?

Tenho certeza que sua resposta é sim! Somos humanos e sofremos influências externas e internas na nossa sexualidade. Não é porque não temos um membro avantajado que cresça na fase da excitação que não manifestamos a falta de desejo.

Seria tão fácil se a resposta sexual fosse igual a uma receitinha de bolo, que é só seguir o passo a passo que o bolo cresce, lindo e apetitoso, mas até nesse processo existem variantes que podem fazê-lo murchar.

Nem todo mundo sabe, mas mulher também tem ereção quando está excitada. Não é um membro grande e saltitante, mas é uma glande do nosso clitóris que fica mais aparente quando o corpo se excita. Se você começar a reparar vai ver o movimento de excitação e não excitação aparente nas suas partes intimas.

Mas, não quero me apegar a parte física, de brochar ou excitar, e sim de fatores psicológicos predominantes que interferem na hora H e nos faz “broxar”, e ninguém está imune a isso.

A ansiedade por exemplo, tem sido grande vilã, juntamente com a pressa, preocupação excessiva, inseguranças, medos, baixa autoestima … São muitas as variantes. Uma mente ansiosa e preocupada não consegue focar no momento atual e em todos os fatores sensoriais para manter uma excitação.

Mulher também tem desejo, tem tesão e para este se manter vigente em todo o ato sexual ela precisa manter os estímulos, focada em todo o momento presente. É importante você conseguir entender o que está acontecendo com o seu corpo e sua mente naquele momento. Eu sei que na hora é complicado, vem a frustração, desânimo e a sua vontade é de acabar logo e sair dali – tem mulheres que até fingem orgasmos nesse momento para se livrar do assunto.

Não precisa ser assim. Se perdeu o tesão no meio do ato, vai desacelerando, respira bem fundo e pede para mudar o movimento. Se começar a se sentir mal pare tudo e fique só agarradinho, de conchinha, respirando juntos, ouvir uma música, conversar, e voltar ao clima inicial se preciso for.

O importante é o PRAZER do momento, da companhia, do seu corpo, e como já disse, ninguém está livre de uma “brochada” na hora H.

Se persistirem os sintomas procure um especialista.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião do TuBusca Elas encontram”

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