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Colunista | Maria Marcelino

O tabu: Saúde Mental. A importância de estar bem consigo mesmo

Maria Marcelino é Analista de Perfil Comportamental, Educadora, Consultora em PNL e Coaching Professional & Life. Mestranda em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional (UNB)

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O preconceito em relação ao autoconhecimento e a saúde mental é ainda mantido por muitas pessoas, mesmo em tempos atuais. É curioso pensar em bem-estar e a saúde apenas ao corpo físico, tendo essa resistência quando se trata de saúde emocional. No dia a dia, ouvimos várias expressões pejorativas quando o assunto é psicológico.

Frases tipo: “Não estou surtada”,não estou doida” “gente louca é que vai para terapia”, e tantas outras coisas. Estudos comprovam que o Brasil é o país que mais tem casos de ansiedade (63%) e depressão (59%) e durante a pandemia, a situação se agravou.

Estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UEFJ) revelou um aumento de 90% nos casos de depressão. Já o número de pessoas com crises de ansiedade e sintomas de estresse agudo praticamente dobrou entre março e abril de 2020. Diante desses números, voltemos a questão, qual a importância de estar bem consigo mesmo? O que nos impede de buscar apoio?

O que precisa ficar claro para todos nós é que a mente é o que comanda a nossa vida, logo a saúde mental está ligada em todo o nosso ser. Se não estamos bem mentalmente, com as nossas emoções e sentimentos, nosso corpo vai gritar por socorro e não conseguiremos realizar nenhuma atividade, coisas simples como uma caminhada, para outros nem mesmo levantar da cama, ou qualquer outra ação. Talvez, você esteja exatamente assim neste momento.

Falar sobre saúde mental ainda é um tabu porque está muito associada à doença mental, à loucura, às perturbações variadas de ordem mental. As pessoas evitam prestar atenção nisso porque ninguém quer se considerar louco ou ser visto como um louco, desajustado ou desequilibrado.

Caro leitor, se você está vivendo essa fragilidade emocional é hora de buscar o autocuidado e desconstruir esse preconceito sobre saúde mental, enquanto sociedade precisamos dar a devida importância ao bem-estar mental e emocional compreender a naturalidade de ir ao profissional de saúde, buscar uma terapia, procurar alguém que possa te apoiar no seu processo de autoconhecimento e de mudanças. É necessário permitir-se, estar aberto a vivenciar, experiênciar junto ao profissional e encontrar as respostas tão almejadas.

E ainda mais leitor, comprometer-se consigo e com o processo é fundamental para suas melhorias. Há 10 anos faço terapia e quando olho para o caminho percorrido, sou grata pela evolução e saúde mental que adquiri nestes anos. Por isso estar bem consigo não tem preço!

Compartilho aqui vários benefícios que o autocuidado pode trazer para as nossas vidas, tais como:

  • Autoconhecimento,
  • Amor próprio,
  • Equilíbrio,
  • Conhecimento de nossas potencialidades,
  • Capacidade de enxergar as variadas possibilidades e positividades,
  • Resiliência,
  • Encontros e/ou reencontros de si,
  • Significações ou ressignificações das nossas emoções,
  • Vivências e experiências.

Acreditem, funciona!

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