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Bem-estar

Série Especial Outubro Rosa: estilo de vida da mulher moderna favorece o surgimento do câncer de mama

O alerta é do Matologista Dr Fabrício Rodrigues Fregona

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Sedentarismo, obesidade, alimentação inadequada, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. Estudos recentes vêm demonstrando claramente, segundo o médico mastologista Dr. Fabrício Fregona, que bons hábitos de vida, como dieta e exercícios físicos regulares, diminuem significativamente o risco de câncer de mama e até mesmo no risco de recidiva/reaparecimento nas pacientes que já tiveram a doença e foram submetidas ao tratamento.

O estilo de vida atual, da mulher moderna, tem grande impacto na alta incidência do câncer de mama. As mulheres hoje tem uma vida estressante, em sua maioria com a dita jornada dupla, trabalham fora, mas, mantém a responsabilidade pelo trabalho doméstico, alimentação inadequada associada a sedentarismo, o que leva a sobrepeso, há uma alta taxa de uso de bebidas alcoólicas e tabagismo, as gestações tem ficado em segundo plano em prol da vida profissional, o que leva a gestações e amamentações tardias, uso de medicações anovulatórias e de reposição hormonal por longos períodos, tudo isto impacta no atual quadro de alta incidência do câncer de mama”, reforça o especialista.

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Dr Fabrício diz que 10 a 20% dos cânceres de mama são de origem genética ou familiar, e essa porcentagem tende a aumentar a medida que tecnologias mais modernas identifiquem mais genes envolvidos na doença. 80 a 90%, ou seja, a grande maioria dos casos, são os chamados esporádicos, que teriam como fatores predisponentes para seu aparecimento fatores externos, como os hábitos de vida.

“Podemos concluir que se temos uma predisposição genética para o câncer de mama, podemos retardar o aparecimento tendo bons hábitos de vida e fortalecendo nosso sistema imune. Ou, podemos adiantar ou induzir o aparecimento de um câncer se tivermos hábitos de vida inadequados.

DESAFIOS DA DESCOBERTA PRECOCE

Atualmente o Brasil o número de mulheres que descobrem a doença tardiamente, já em fase metastática, representa 35% do total de casos identificados. Dr. Fabrício salienta que “quando falamos de diagnóstico precoce, falamos de prevenção secundária, ou seja, não significa evitar o câncer de mama, mas sim, em detectá-lo o mais cedo possível“.

O mastologista diz que existe um conjunto de fatores para que o número de diagnósticos de câncer de mama em estágios avançados ainda seja alto. Entre eles a não realização do autoexame da mama e gargalos no serviço público de saúde

“Hoje, o rastreamento por mamografia é o meio mais eficiente para a detecção precoce e, infelizmente, o rastreamento mamográfico no Brasil ainda deixa a desejar em sua eficiência e abrangência. Soma-se a isso o predomínio da não realização do auto exame, temor das pacientes sobre o diagnóstico de um câncer, levando algumas a esconderem o problema, receio da mamografia e dificuldades de acesso ao sistema de saúde. Além de muitos gargalos que atrasam a sequencia de exames, biópsias, consultas com especialistas, que agravam ainda mais a situação “.


Outro fator que favorece a descoberta de casos em estágios avançados, segundo Dr. Fabrício, é a “biologia tumoral de alguns cânceres, tornando-os mais agressivos, de crescimento rápido e com maior potencial de metastatização em tumores com pouco tempo de evolução, aumentando a frequência de diagnósticos avançados, mesmo em pacientes que realizam corretamente o rastreamento“.

Foto divulgação

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