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Colunista | Sirleide Stinguel

Você já ouviu falar em terapia sexual?

Sirleide Stinguel, é sexóloga, pós graduada em terapia sexual na saúde e educação. Palestrante e professora de artes sensuais

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Quando está com dor de dente você vai ao dentista, se tem problemas na visão, oftalmologista, alimentação desregulada? Nutricionista, e quanto as questões de desejo, sexualidade, falta de libido, quem trata? Eu sei que muitas mulheres costumam ir no ginecologista pois é profissional que atua diretamente com as partes genitais, mas a sexualidade é muito mais ampla. Pensando nessa área que a seis anos comecei a me especializar em sexualidade humana.

“A terapia sexual é uma terapia de base psicológica que se concentra nos problemas sexuais e seus aspectos, como o relacionamento sexual. Consiste em um conjunto de técnicas para o tratamento das inadequações e disfunções sexuais”.

Segundo a OMS – Organização Mundial de Saúde “A sexualidade humana forma parte integral da personalidade de cada um. É uma necessidade básica e um aspecto do ser humano que não pode ser separado de outros aspectos da vida. A sexualidade não é sinônimo de coito e não se limita à presença ou não de orgasmo. Sexualidade é muito mais do que isso. É energia que motiva encontrar o amor, contato intimidade e se expressa na forma de sentir, nos movimentos das pessoas e como estas tocam e são tocadas. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos, ações e integrações e, portanto, a saúde física e mental. Se saúde é um direito humano fundamental, a saúde sexual também deveria ser considerada como direito humano básico. A saúde mental é a integração dos aspectos sociais, somáticos, intelectuais e emocionais de maneira tal que influenciem positivamente a personalidade, a capacidade de comunicação com outras pessoas e o amor”.

Através de uma boa conversa e verbalização da demanda e insatisfação do paciente é identificado possíveis disfunções ou inadequações sexuais e orientado então para o melhor tratamento a base se sessões terapêuticas e exercícios específicos, muitas vezes precisa-se de um tratamento multidisciplinar com outros especialistas para ter um êxito maior.

O terapeuta sexual trata também de  assuntos sobre crenças, tabus, preconceitos, timidez, vergonha, limitação, autoconhecimento e autoestima, técnicas para ampliar o repertório sexual para homens e mulheres e expandir o prazer e então conseguir atingir uma qualidade de vida sexual.

Importante ressaltar que não há contatos íntimos com o paciente, todas as atividades são discussões e orientações técnicas e profissionais. As disfunções sexuais mais comuns nos consultórios são: Disfunção erétil; ejaculação precoce, dificuldade de ejacular. diminuição do desejo, anorgasmia (Dificuldade ou Impossibilidade de alcançar o orgasmo); vaginismo (Contração da vagina impedindo a penetração); dispareunia (Dor durante a relação); e diminuição do desejo.

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